
Autor de 2 golos e 4 assistências em 13 jogos na presente temporada, Tiago Araújo está a viver o melhor arranque da sua carreira e a contribuir igualmente para um excelente começo do Gent, clube que representa pela terceira época consecutiva e que, neste momento, é 2º classificado da principal Liga Belga e está na fase final da Conference League.
Natural da Póvoa de Varzim, o lateral esquerdo cumpriu praticamente toda a formação no Benfica e teve a oportunidade de representar a equipa principal num jogo da Taça de Portugal, sendo que, posteriormente, foi emprestado ao Arouca em 21/22, e logo de seguida mudou-se para o Estoril a título definitivo, tendo estado duas épocas na Amoreira antes de rumar à Bélgica.
Atualmente com 25 anos, Tiago Araújo, que representou Portugal em 19 ocasiões entre os Sub-16 e os Sub-21, é o jogador entrevistado esta semana no âmbito da nossa parceria com a página À bola pelo Mundo, e assume a dupla ambição de regressar ao Benfica e chegar à Seleção A, confessando também que se sente muito mais confortável a jogar como lateral/ala do que a extremo, que era a sua posição original:
À Bola pelo Mundo/Conversas Redondas: Ainda estamos no início da época e já tens melhores números do que nas 2 primeiras temporadas na Bélgica. Este é o melhor momento da tua carreira?
Tiago Araújo: Sim, é verdade que está a ser um início de época bastante bom, com golos e assistências. Pode dizer-se que é o meu melhor momento no futebol profissional. Estou a começar o terceiro ano aqui, já conheço bem o campeonato, e o treinador dá-me liberdade para fazer aquilo em que me sinto bem, o meu jogo. Posso subir muito no terreno, na nossa forma de jogar há muitos cruzamentos. E também melhorei os aspetos onde não estava tão bem, nomeadamente os aspetos defensivos: o meu jogo sempre foi muito ofensivo, na formação no Benfica passava 90 por cento dos jogos a atacar.
Quais são os objectivos do clube para esta época? Passam só pela qualificação para as competições europeias ou vão mais além de alguma forma?
O primeiro grande objetivo era entrar na Liga Conferência. Conseguimos, passámos três eliminatórias complicadas, e agora queremos seguir em frente. Temos jogos teoricamente acessíveis, o mais difícil na teoria é o Braga fora. No campeonato é claramente acabar em posição de qualificação para as competições europeias: este ano o campeonato passou a ser em formato de 34 jogos, como o português, e vão quatro equipas à Europa – que podem ser cinco se o vencedor da Taça for um dos primeiros 4 classificados.
E a visita a Braga? Acredito que para ti tenha outro peso em relação aos teus colegas… O que prevês para esse jogo?
Nós vamos para todos os jogos para ganhar, temos qualidade para nos batermos com qualquer equipa. O Braga tem basicamente a mesma equipa do ano passado, o mesmo treinador, fizeram uma campanha incrível na Liga Europa a época passada, conhecem-se muito bem, e jogando em casa… Sabemos que vai ser difícil, mas acho que vai ser um bom jogo e temos capacidade para fazer um bom resultado.

Como é que surgiu a possibilidade de ires para a Bélgica?
Depois de ter feito uma época boa no Estoril surgiram vários convites, naturalmente. O Gent fez-me uma apresentação onde falou sobre as ambições do clube, a estrutura, estudaram as minhas estatísticas, falaram sobre o que sabiam da minha vida pessoal… Notava-se que estavam muito interessados. E a liga belga é um bom contexto, não é top-5 mas é uma boa liga na Europa, com visibilidade, e foi o meu primeiro ano a poder jogar competições europeias. Foi sem dúvida um passo à frente, sabia que ao dar este passo havia mais possibilidades de dar outro depois.
Tens contrato por quanto tempo?
Esta época e mais uma.
Como é viver aí? O clima, a comida, as pessoas, a comunicação…
O clima é muito parecido a Portugal, apesar de fazer mais frio no inverno. O país é muito seguro, desenvolvido, para mim foi muito bom para ter a primeira experiência no estrangeiro. Cresci, porque vim sozinho com a minha mulher, raramente temos a família connosco. Adaptámo-nos muito bem, fizemos muitos amigos. Quando cheguei havia cá dois portugueses, o Núrio Fortuna e o Hélio Varela, e isso tornou a adaptação muito mais fácil. Eles aqui falam holandês, mas há a facilidade de toda a gente falar inglês. Nunca tive aulas para tentar aprender holandês porque o treinador só fala inglês, e mesmo fora do futebol toda a gente fala. O meu inglês não era muito forte, tendo esses colegas foi muito mais fácil. Entretanto já foi melhorando, e com o Leonardo [Lopes], que chegou entretanto e viveu em Inglaterra desde os 12 anos, o inglês dele se calhar ainda é melhor que o português. É um jogador fantástico, dá muita força ao meio-campo, e como pessoa também é cinco estrelas, sempre pronto a ajudar, já me fez muitos favores.
Na cidade de Gent as pessoas conhecem-me por jogar no clube. São simpáticas, com a minha mulher também, ela vai a todos os jogos. Toda a gente é muito amigável e carinhosa.
A comida é um ponto em que Portugal é muito melhor. Aqui é tudo à base de muita batata frita, nós acabamos por comer muito em casa por causa disso. Há muitos restaurantes com comida boa, mas são muito inferiores à comida de Portugal. Disso tenho muitas saudades!
E em termos de futebol? Surpreendeu-te de alguma forma?
Não conhecia nada, confesso, nem seguia muito a liga belga, não me sentava no sofá ao fim-de-semana a ver os jogos. Senti uma grande diferença fisicamente, muito mais competitiva, as equipas conseguem competir mais do que em Portugal. O Club Brugge pode ir a casa de uma equipa que está a lutar pela permanência e perder pontos, em Portugal a maior parte das vezes os “grandes” vão e ganham em quase qualquer campo. Aqui em todos os jogos há sempre aquela hipótese de uma equipa grande perder pontos. O tempo útil de jogo, em Portugal fica muito parado, aqui não pára tanto, é mais físico, de mais transições. Talvez taticamente não seja tão forte. E há muita gente a seguir o clube, eu saí do Estoril onde a maior parte dos jogos tinha 1000, 1200 pessoas no estádio, e no Gent a uma quinta-feira no mínimo 10 mil vão (o estádio tem capacidade de 20 mil). São adeptos bons, mesmo quando jogamos fora estão sempre lá.

Fizeste a formação praticamente toda na órbita do Benfica e cumpriste o sonho de te estrear na equipa principal. O que recordas desse jogo?
Foi um sonho realizado, claramente. Era e sou benfiquista, o meu pai também, o meu cunhado, a minha mulher, o sogro, todos são. Foi uma felicidade minha e dos que me rodeiam. Um dos meus objectivos é um dia poder voltar, trabalho todos os dias para isso, para se chegar essa oportunidade estar capaz e à altura.
Olhando para o plantel actual, consideras que poderias estar lá?
Claro que na minha cabeça gostaria de estar ali. Quando me estreei era mais novo, não estava tão maduro e a concorrência não era a mais fácil, tinha “só” Grimaldo e Nuno Tavares à minha frente. Com toda a experiência que ganhei e tudo o que aprendi desde então, sim, na minha cabeça sinto que hoje poderia estar lá e fazer um bom trabalho.
Como avalias o trabalho do Marco Silva até ao momento?
Até agora estou a gostar muito do trabalho dele, só foi pena o empate com o Académico de Viseu [2-2 na primeira jornada do campeonato], porque nesta altura estaria só a dois pontos do primeiro lugar. O Palhinha veio dar uma força muito grande, defensivamente é muito competente, toda a gente conhece a capacidade dele de recuperação de bola, de ganhar nos duelos físicos. Depois há o Rafa [Silva], o [Leandro] Barreiro, o Tomás Araújo… O Marco Silva tem feito um bom trabalho.
No ano em que te estreaste, que foi o teu primeiro de sénior, renovaste com cláusula de rescisão de 88 milhões, mas depois acabas por ser emprestado ao Arouca e no fim da época vais em definitivo para o Estoril. Porquê?
Foi uma decisão tomada em conjunto, entre mim e o Benfica. A época no Arouca não correu tão bem, não tive os minutos que esperava, e ao voltar ao Benfica disseram-me que ia passar mais tempo na equipa B. Senti que gostaria de ter mais minutos na I Liga e acabei por sair, num negócio de 50-50. Foi importante para mim, para crescer. Aprendi muito no Estoril.

Acredito que seja uma sensação muito complicada… Viste o sonho a fugir?
Sim, porque depois de tantos anos no meu clube, claro que queria ter jogado mais. Mas sei que não é fácil ter espaço na equipa principal, e por vezes tem de se dar um passo atrás para poder depois dar dois em frente.
Como é jogar uma vida inteira num “grande” e depois de repente ir para equipas com outros objectivos e de dimensão menor? O choque é muito grande?
Sim. Estava na melhor academia do mundo, que tenho a certeza absoluta que o Benfica é, e há sempre o receio de sair, o conforto que os jogadores têm ali… No Arouca as condições eram extremamente diferentes, foi um choque de realidade. Na altura foi difícil, mas acho que foi muito importante para mim. O Arouca tinha acabado de subir e andámos o ano todo com a corda ao pescoço. Só conseguimos a permanência na penúltima jornada, foi um alívio. E como joguei pouco, torna-se ainda mais complicado gerir as emoções.
E aquele dia em que tiveste de bater um penalty decisivo contra o… Benfica nas meias-finais da Taça da Liga?
Vou confessar que na final estava mais nervoso. Na altura fui para a bola, tentei abstrair-me de tudo, dos assobios, escolhi um lado e chutei com convicção. Foi um marco para o Estoril, que nunca tinha atingido esse patamar, uma época incrível, fiz muitos amigos. Também lutámos pela permanência, mas foi um ano mais tranquilo pelo balneário que tínhamos. Nesse jogo, o treinador perguntou se eu queria marcar e eu disse que sim. Não tinha entrado a titular, as pernas não estavam tão cansadas, sentia-me confiante e bem, mesmo sabendo que se falhasse éramos eliminados.
Não te passou pela cabeça que, se corresse mal, podias ser vítima de comentários próprios do clima de suspeição que se vive permanentemente no futebol português?
No ano anterior aconteceu-me isso, passei um momento difícil pelo jogo na Luz [cometeu penalty, que acabaria por não resultar em golo]. As pessoas não sabem o quão difícil é, falam atrás de um ecrã de telemóvel sem ter noção dos danos que podem causar aos outros. Não tenho culpa de ter feito a formação toda lá. Mas hoje já lido bem com isso, não ligo muito, o que me importa é quem está ao meu redor no dia-a-dia.

Onde gostaste mais de jogar até agora? Que tipo de futebol se adequou mais às tuas características?
Para ser sincero, no meu segundo ano de Estoril. Foi onde me senti mais feliz no futebol em termos profissionais. Fiz muitas amizades no Arouca, mas no Estoril éramos todos um grupo bastante conectado. Gostei muito de trabalhar com o Álvaro Pacheco, e depois chegou o Vasco Seabra e uniu mais ainda o grupo.
Foste sempre extremo na formação? Hoje já preferes jogar a lateral?
Na formação fui sempre extremo. Depois treinei um ano inteiro com a equipa principal e nos treinos o mister Jorge Jesus decidiu que me ia passar a lateral-esquerdo. O primeiro jogo em que joguei nessa posição foi no Leixões e a partir daí fui sempre lateral-esquerdo com o Renato Paiva. Neste momento posso dizer que sim, gosto muito de jogar a lateral ou ala, fisicamente tenho a capacidade de fazer os overlaps e tudo o que é preciso para a função, subir, descer. Um dos pontos mais fortes do meu jogo é o cruzamento, e agora temos um ponta-de-lança, o [Josué] Vergara, que é semelhante ao [Gonçalo] Ramos, é forte de cabeça, remata com os dois pés, tem instinto de golo, dá muito ao jogo de costas, no apoio frontal, a segurar a bola. E com um extremo a entrar ao segundo poste, é muito benéfico para mim.
Na formação do Benfica chegaste a ser comparado ao Paulo Futre, mas também ao Gareth Bale. Hoje vês-te mais Bale do que Futre?
Sem dúvida. Vi vídeos do Futre, era muito bom, mas sim, hoje vejo-me mais com o estilo do Bale, principalmente nos tempos do Tottenham, quando fazia as arrancadas pela ala. Claro que fico lisonjeado por considerarem que o estilo é parecido.
Qual o aspecto em que consideras que evoluíste mais ao longo da carreira? E onde achas que ainda podes melhorar?
Melhorei muito na tomada de decisão. Quando passei a lateral, melhorei muito na saída de pressão, as pessoas podem não dar muito ênfase a esse momento do jogo, mas quem joga sabe que é um momento importante, conseguir sair a jogar de trás em vez de bater sempre para a frente. O que ainda posso melhorar? Claramente no aspecto defensivo, todos os dias trabalho para isso desde que comecei a jogar a lateral.

Quem são os teus ídolos de infância? Em quem te revias na tua posição (ou revês, caso ainda esteja em actividade)?
Como laterais, gostava muito do Marcelo e do Jordi Alba. Mais do Marcelo, que não era tão forte defensivamente mas ofensivamente sim. De resto, Cristiano Ronaldo, Messi e Bale.
Que treinador (ou treinadores) mais te marcou?
Sem dúvida o mister Jorge Jesus. Adoro trabalhar com o meu treinador actual na Bélgica [Rik De Mil], e na formação, com quem sinto que aprendi muito, até porque foi passando de escalões connosco, foi o mister Renato Paiva. Estive com ele nos juvenis, juniores, equipa B, a fase de quase profissional, onde damos o salto e aprendemos mais. Jogar com seniores é completamente diferente do que estávamos habituados.
O Jorge Jesus é agora o selecionador de Portugal. Achas que ainda se lembra de ti e estás no radar dele?
Acredito que sim, que ainda se lembre (risos). Em termos de estar no radar, não faço ideia, porque a minha posição na seleção está bastante bem ocupada, temos o melhor do mundo [Nuno Mendes], o Nuno Tavares, mais o Cancelo e o Dalot, que também podem jogar lá. Neste momento, do que me lembro de ver futebol, é a nossa melhor geração de sempre. Não sei se estou no radar neste momento, mas sinto que se der um passo em frente, jogando numa liga mais competitiva, do top-5 europeu, a visibilidade poderá ser diferente.
Tens algum campeonato que gostasses de experimentar?
A Liga espanhola, sempre foi o meu sonho, por aquele anos de rivalidade Ronaldo-Messi. E regressar ao Benfica. Pode ser num futuro distante ou mais próximo, mas nunca escondi que é um dos principais objectivos que tenho, juntamente com chegar à selecção.































(Ricardinho cumpre a segunda época no Petrolul.)
(Antes de emigrar, o barcelense esteve 4 temporadas na equipa principal do Gil Vicente.)
(Em 6 temporadas no Voluntari, o futebolista luso marcou 12 golos, 5 deles na época de estreia – 18/19.)
(Ricardo Miranda, mais conhecido por Ricardinho, tem 3 golos e 3 assistências em 62 jogos pelo Petrolul ao longo da última época e meia.)
(Emprestado pelo Gil ao Vilaverdense em 13/14, o então médio fez 1 golo em 28 partidas.)
(Entre 2018 e 2024, o lateral fez quase 200 jogos pelo Voluntari, tendo contribuido para que o clube ficasse em 4º lugar e chegasse à final da Taça em 21/22.)
(Ricardinho em ação com Soares durante o Gil Vicente 1-3 FC Porto válido pela Taça Crédito Agricola no Verão de 2017.)
(André Teixeira tem 1 golo e duas assistências em 15 jogos na Albânia.)
(Na temporada passada, o futebolista gaiense fez 28 jogos pelos cipriotas do Anorthosis Famagusta.)
(No Verão de 2023, o central assinou pelo Hapoel Petah Tivka, mas o conflito de Israel com a Palestina precipitou a sua saída a meio da época.)
(No AEL Limassol, André Teixeira viveu a primeira experiência no estrangeiro e o balanço é inteiramente positivo: mais de 150 jogos, capitão e uma Taça ganha.)
(Emprestado pelo Belenenses ao Leixões em 13/14, o defesa regressou ao Estádio do Mar em definitivo na época 16/17.)
(Em Janeiro de 2024, o futebolista português rumou ao Kifisias da Grécia, por quem fez 11 jogos em meia temporada.)
(Ligado ao Belenenses durante 4 épocas, onde atuava como lateral direito, o gaiense fez apenas 10 jogos oficiais, o suficiente para ser Campeão da II Liga.)
(Recrutado pelo FC Porto ao Candal em 2004, André Teixeira representou os “dragões” durante 8 temporadas desde os Infantis até aos Juniores.)
(Selecionador Moçambicano desde Julho de 2021, Chiquinho Conde está a fazer um belíssimo trabalho e ontem conquistou um triunfo absolutamente histórico.)
(Foi no Vitória FC que Chiquinho Conde mais deixou a sua marca enquanto jogador: foram 3 passagens e 63 golos em 169 jogos que contribuíram para uma subida e para um apuramento europeu.)
(No Verão de 1994, o avançado rumou ao Sporting a pedido de Carlos Queiroz, mas não foi além de 3 golos em 31 jogos ao longo de época e meia.)
(Contratado pelo Belenenses em 1987, o moçambicano venceu uma Taça de Portugal na primeira passagem e voltou ao Restelo na segunda metade de 95/96.)
(Internacional A pelo seu País em 98 ocasiões – 4 golos -, Chiquinho Conde disputou 3 CAN’s: 1986, 1996 e 1998.)
(Foi, sem surpresa, ao serviço do “seu” Vitória que o moçambicano viveu, até ao momento, a sua única experiência em Portugal enquanto treinador, tendo orientado os Sub-23 dos sadinos nas épocas 18/19 e 19/20.)
(Em Março de 1997, o avançado rumou aos Estados Unidos para representar o New England Revolution, onde foi colega de Walter Zenga e Alexis Lalas.)
(Kevin e Alexis Mac Allister jogaram juntos durante 25 minutos pela Seleção Argentina, 32 anos depois do Pai, Carlos, também ter sido internacional A.)
(Bobby e Jack Charlton representaram a Inglaterra nos Mundiais de 1966 e 1970.)
(Eden e Thorgan Hazard representaram a Bélgica nos Mundiais 2018 e 2022.)
(Irmãos presentes no Campeonato do Mundo por Países diferentes: Kevin-Prince e Jérôme Boateng fizeram história em 2010 ao defrontarem-se no duelo entre Gana e Alemanha.)
(Em 2010, as Honduras levaram os irmãos Palacios ao Mundial: Johnny, Wilson e Jerry.)
(Os gémeos De Boer, Frank e Ronald, representaram os Países Baixos nos Mundiais de 1998 e 2002.)