
A cumprir a segunda temporada nos búlgaros do CSKA 1948, Frédéric Maciel está a viver o melhor arranque da sua carreira: em 6 jogos no Campeonato, já apontou 5 golos e fez uma assistência, sendo que bisou por duas vezes e contribuiu diretamente para a conquista de 7 pontos – a sua equipa divide a 3ª posição com mais 2 adversários.
Nascido em Grenoble, onde os seus Pais estiveram emigrados, o extremo destacou-se ao serviço do FC Porto, por quem “só” chegou à equipa B, e além da experiência na Bulgária já esteve na Bélgica (Mouscron) e na Roménia (Otelul Galati), tendo também representado Moreirense, Gil Vicente, Varzim, Lusitânia de Lourosa e Torreense.
Atualmente com 32 anos, Frédéric Maciel, que marcou 6 golos em 43 internacionalizações por Portugal entre os Sub-16 e os Sub-19, é o jogador entrevistado esta semana no âmbito da nossa parceria com a página À bola pelo mundo, e assume que está no seu melhor momento em termos físicos, confessando ainda ter o sonho de disputar a fase Liga de uma prova europeia depois desta época ter jogado pré-eliminatórias da Conference League:
À Bola pelo Mundo/Conversas Redondas: Já tens quase as mesmas contribuições para golo esta época do que na anterior. A que se deve essa melhoria, especialmente na parte da finalização?
Frédéric Maciel: O ano passado foi complicado. No Otelul estava numa equipa com muitos adeptos, estádios sempre cheios, e quando cheguei aqui, percebi que os adeptos estão no outro CSKA, que tem mais história e tradição, vi o nosso estádio sempre vazio… É desmotivador, a mudança afetou-me um bocado. E depois também fui pai, tenho uma menina de 14 meses, nasceu mesmo antes da pré-época, e a vida mudou bastante, o sono mudou bastante (risos)! Agora já voltou tudo à normalidade, as coisas já acalmaram e tudo o que é extra-futebol estou muito mais preparado. Marcar um golo cedo também ajuda bastante, parece que abre as portas para que a época seja melhor.
Quais são os objectivos do clube para esta época, depois de um segundo lugar na tua temporada de estreia?
O nosso presidente é ambicioso, o clube tem um bom orçamento, paga muito bem, muitos bónus e assim. Temos um plantel de 30 jogadores, todos a quererem jogar e tudo a receber bem (risos)! Há muita luta para o onze inicial. Eles no clube querem ser campeões, mas temos de olhar para todas as equipas, o Levski por exemplo volta a ter uma excelente equipa, e já facilitámos no início, perdemos 5 pontos, vai complicando as coisas. É possível se jogarmos bem, porque temos uma equipa muito boa em termos de individualidades. Vamos ver como equipa. Na Europa tínhamos o desejo de chegar à fase de liga mas não tivemos sorte no adversário, havia mais acessíveis, mas ainda assim podíamos ter ganho, tanto na Grécia como em casa. Não foi assim tanta diferença dentro do campo.
Como surgiu a possibilidade de ires para a Bulgária?
O presidente é muito activo, gosta muito de contratar, até de dar opinião em relação ao 11 inicial (risos)! Ele tem um programa próprio de scouting e ligou-me diretamente para me perguntar as condições. Recusei a primeira vez, tinha muitas abordagens, da Roménia, Grécia, Azerbaijão. Mesmo na nossa I Liga não ia ser fácil ter um salário como tenho aqui. Não pensava seguir este caminho, mas depois de ver as condições contratuais, com 3 anos de contrato para um jogador de 31 anos, é sempre uma salvaguarda. Até agora pagaram sempre tudo certinho, tenho bónus de vitórias, de golos, de assistências pagos na semana a seguir ao jogo. A não ser os 3 grandes, duvido que algum clube em Portugal consiga pagar o que eu recebo aqui. Não tenho nada a apontar.

Foi também com a perspectiva de poderes jogar competições europeias que decidiste aceitar o convite? Estavas bem na Roménia, fizeste lá duas boas épocas!
Sabia que vinha lutar pelos lugares mais acima e claro, poder experimentar competições europeias. Joguei contra o Panathinaikos e não me senti inferior a ninguém. Fisicamente estou muito bem, as coisas alinharam-se finalmente. Não tive um percurso fácil depois de sair da formação, as pessoas falam mas não sabem a minha história, tive de fazer três operações, metatarsos do pé direito, o calcanhar, parti o nariz… Foram lesões nos ossos, que não posso controlar. Alimento-me bem, não fumo, não bebo, sempre me cuidei para estar bem fisicamente. Tem-se visto no campo que afinal não estou morto e posso jogar em qualquer equipa.
Como é que foi visto aí o facto de o Ludogorets finalmente não ser campeão?
Foi uma alegria para todo o país! Eles conseguem atrair jogadores muito bons pela parte monetária, mas têm poucos adeptos, é mais um projeto de um presidente com muito dinheiro. O Levski ou o “outro” CSKA são quem tem mais adeptos.
Como é viver aí? O clima, a comida, as pessoas, a comunicação…
É diferente da Roménia, foi uma agradável surpresa lá, não estava à espera. O campeonato, as pessoas, muito parecidas connosco, felizes, sempre a tentar ajudar. Estádios cheios, relvados bons. Os jogadores de futebol lá são idolatrados, há adeptos em todo o lado, gostei bastante. Aqui não há tantos adeptos e as pessoas são um pouco mais frias, falam pouco inglês, e algumas vezes parece que também não querem ajudar, não se importam se a pessoa consegue falar búlgaro ou não. Na Roménia quase todos falavam inglês, mas eu aprendi romeno muito rápido. Aqui ainda não falo porque o alfabeto é diferente e é muito difícil.
Em Sófia não falta nada, é uma capital com tudo o que encontramos nos outros países da Europa. Há parques em todo o lado, muitas coisas para bebés, eles ligam muito a essa parte.
Eu não como carne desde o COVID, como peixe, ovos, por aí. Já não comia carnes vermelhas antes, e nessa altura cortei completamente. Diziam-me sempre que precisava de comer carne para ter força, e curiosamente desde que deixei tem coincidido com a minha melhor forma (risos)! Aqui há muito peixe, claro que não tem nada a ver com o nosso peixinho, mas come-se bem. Como vivo na capital não vejo muita coisa mais diferente, na Roménia vivia a 3, 4 horas da capital e aí sim, comia coisas mais típicas da região onde vivia.
Este ano tem estado muito calor, mas depois chega perto do Natal e fica bastante frio até Março. Nesses meses é complicado jogar futebol, o campeonato pára a meio de Dezembro, fazemos uma segunda pré-época e depois o primeiro jogo é no início de Fevereiro. Também já me tinha acontecido na Roménia.

E em termos de futebol? A Bulgária surpreendeu-te de alguma forma?
Não conhecia muito, só de ver o Ludogorets nas competições europeias. O futebol é parecido com o da Roménia, que era um pouco superior. Aqui é mais correria, o jogo parte a um certo ponto, mas hoje em dia cada vez se vê menos diferença entre os campeonatos. O Levski jogou com o Braga na época passada para a Liga Europa e foi renhido, o futebol nos campeonatos mais “pequenos” já não é assim tão diferente.
Nasceste em França, vieste para Portugal muito jovem e tiveste uma formação atribulada: Esposende, Varzim, Braga, Sporting, Padroense e FC Porto! Como descreves esse percurso?
Cheguei a ter contrato de formação com o Sporting, mas não me adaptei. Era muita qualidade, tinha na minha equipa Bruma, Carlos Mané, Alexandre Guedes, os manos Ié… Num jogo marcava um golo e fazia uma grande exibição e depois era capaz de ir para o banco e jogava o Bruma e marcava três! Naquela altura queria era jogar e tive sorte que o senhor Aurélio Pereira tinha prometido aos meus pais que, se eu não gostasse, ficava só uma época, e deixaram-me sair. Mas disseram-me que não podia assinar logo nem por FC Porto nem por Benfica, e por isso fui para o Padroense. No FC Porto a equipa também era muito boa mas joguei com regularidade, as coisas correram bem desde o início. Fiz uma formação muito bonita lá, com muitos golos, muito futebol.

Vais à equipa B ainda júnior, fazes lá 2 épocas inteiras e depois de uma excelente campanha em 2014/15, sais em definitivo para a Bélgica. Porquê?
Faço 14 golos na II Liga e mesmo assim o Lopetegui não me chamou à equipa A para fazer a pré-época. Agi de cabeça quente, podia ter sido emprestado mas fiquei magoado e quis sair. Se tivesse sido emprestado, talvez tivesse sido tudo diferente, talvez tivesse depois voltado e tido uma oportunidade, até porque depois chegou o Nuno e até começaram a apostar bastante em jogadores da formação, como o Rúben Neves, o André Silva… E todos sabem que um jogador, basta fazer nem que seja um jogo na equipa principal de um clube grande, é sempre mais valorizado, tem logo meia Europa atrás dele. Ao longo dos anos fiz vários treinos na equipa principal, logo desde os 17 anos. E até fiz golos! Treinei com Hulk, João Moutinho, Falcao, Quaresma… Esses craques todos.
E porque regressaste a Portugal logo na época seguinte?
Fui um bocado enganado para a Bélgica. Fui com o Pini Zahavi, tinha outras equipas interessadas em mim e pensei que ia para um campeonato melhor, mas ele disse-me: “Vens um ano para aqui e depois vendo-te para outro sítio melhor”. A primeira época não correu muito bem, era a minha primeira experiência fora do FC Porto, mas depois fiz a pré-época, fui o melhor marcador e no primeiro jogo do campeonato não fui convocado. No segundo igual. Até que me disseram que ele estava lá com dívidas e que os jogadores dele estavam a ser encostados. Então decidi voltar para Portugal com o objectivo de fazer uma boa época e voltar a sair para o estrangeiro.
Depois no Moreirense também não correu muito bem e no Gil Vicente foi ainda pior…
Tive uma lesão no calcanhar, pensava que era uma tendinite e andei um ano e tal a jogar com dores e afinal era o osso. No Gil Vicente, o presidente [Francisco Dias da Silva] é talvez a única pessoa que tenho algum… Foi muito feio o que ele me fez. Quando assinei, havia o caso Mateus (com quem acabei por jogar no Torreense mais tarde), naquela época não interessava se ganhávamos ou perdíamos porque no ano a seguir íamos subir. Assinei por 2 anos e meio, pensando: “Vou para a II Liga mas no ano a seguir, que vamos para a I Liga, já estou na frente para ganhar o meu lugar”. Quando foi para começar a época a seguir, adiaram um ano a subida, e entretanto tínhamos descido ao Campeonato de Portugal, então eu disse ao presidente: “Já que este ano não vai valer pontos, vou ser operado e em dezembro se você quiser vou embora ou volto a jogar para estar apto depois para a I Liga”. Respondeu-me “tudo bem, ok”, e depois deixou de me atender o telemóvel, não assinava os papéis para eu ser operado. Estive meses sem poder treinar, o meu pai foi pessoalmente falar com o presidente, ele disse outra vez que sim, para deixar só passar o natal… e nunca mais atendeu o telemóvel nem apareceu. Mandei uma carta para o clube, fui operado, paguei do meu bolso, passados 15 dias voltei ao clube para iniciar os tratamentos e os fisioterapeutas de lágrima no olho disseram que não tinham autorização para me tratar. A partir daí, todos os dias até ao fim do contrato acordava de manhã, ia para lá, não era tratado, ia almoçar e ia depois a uma clínica, pagando do meu bolso, para fazer a recuperação.

Acabaste por falhar toda a temporada por causa disso e em 2019/20 regressaste às origens (Varzim), mas depois meteu-se o COVID…
No início da época falei novamente com o presidente e disse-lhe: “Estou disposto a apagar tudo o que se passou, se quiser começo a pré-época”. Ele disse-me “ok, se o mister gostar de ti podes ficar”. Fui falar com o mister, que era o Vítor Oliveira, ele disse que me conhecia e não havia problema, se estivesse bem fisicamente. Depois, quando fui para treinar não me deixaram! Puseram-me num balneário à parte, sem poder treinar, e acabei por sair emprestado para o Varzim no último dia do fecho do mercado. Não me pagaram nem um cêntimo desse ano de contrato, tive de ir para tribunal e depois pagaram tudo no último dia possível. Isto tudo porque o presidente meteu na cabeça que eu fui do Moreirense para o Gil só para ser operado… Depois no Varzim entro e faço golo no primeiro jogo, já não jogava um jogo há 14 meses. No jogo a seguir entro e faço uma assistência, depois ia ser titular e parti o nariz num lance com o Pawlowski, que até tinha sido meu colega no FC Porto, deu-me uma cotovelada. Atrasei-me de novo, fiquei mais um mês e tal sem jogar. Entretanto ganhei a titularidade de novo, até joguei contra o FC Porto na Taça, fiz uma assistência, e depois chegou o COVID e acabou a época.
Acabaste por aceitar ir para o Campeonato de Portugal. Não tiveste medo de desaparecer completamente do radar aos 26 anos?
Foi um momento de muitas promessas, o tempo a passar e nada a concretizar-se. O mister Rui Quinta queria-me, eu queria jogar, não queria ficar parado e pensei: “Vou para lá, faço uma época muito boa e volto a subir”. No meu primeiro jogo, perdemos e ele foi despedido (risos)! Depois chegou o Henrique Nunes, que me disse logo “Eu não te conheço! Vou apostar nos gajos que eu conheço”, porque eu vinha de divisões acima e ele tinha muito conhecimento da realidade do Campeonato de Portugal. Eu ri-me e disse: “Não há problema”, fiz duas assistências e depois acabei por ser titularíssimo e gostava mesmo muito dele. Ir ao Campeonato de Portugal foi importante, e numa equipa em que não falta nada. Fico muito contente por terem conseguido subir à II Liga, têm muitos adeptos, têm condições, o presidente não falha com nada.
Vais depois para o Torreense, onde acabou por correr bem, com o regresso à II Liga, mesmo que tenhas sofrido mais uma lesão…
O Lourosa tinha trocado de treinador, chegou o mister Filipe Moreira e ele jogava num sistema sem extremos, não me senti tão desejado. O Torreense ofereceu um pouco mais dinheiro e tinha o mister Daúto Faquirá e o director sempre a ligar-me, senti-me desejado e optei por ir para lá. Acabou por correr bem, subimos de divisão, apesar de ter partido o quinto metatarso e ter de ser operado. Tive sorte porque subimos e pude voltar a jogar a II Liga. Aí não comecei a titular com o mister Nuno Manta Santos mas depois ganhei o meu lugar, como tenho vindo sempre a fazer ao longo da minha carreira, fiz uma boa época e surgiu então a Roménia. Ao início fiquei de pé atrás, as pessoas falam muito sem saber mas foi uma agradável surpresa e recomendo a toda a gente. Em termos futebolísticos, é um campeonato com muita visibilidade. As propostas que recebi depois de fazer uma boa época na II Liga e depois de fazer uma boa época na Roménia não têm nada a ver.

Onde gostaste mais de jogar até agora? Que tipo de futebol se adequou mais às tuas características?
Eu adapto-me bem a todas as situações. Quando era miúdo pensava “Eu jogo assim e tenho de jogar assim”. Hoje em dia quero é estar no onze, não perdendo as minhas características e a minha qualidade. No Torreense o mister queria que eu jogasse mais por dentro e não tanto na linha, e adaptei-me. No FC Porto foi tudo muito bom, e pela Roménia tenho um carinho especial, os adeptos gostavam mesmo muito de mim.
Qual o aspecto em que consideras que evoluíste mais ao longo da carreira? E onde achas que ainda podes melhorar?
Sempre fui muito rápido, bom no 1×1, mas não sabia os timings, a leitura de jogo. O momento certo de fintar, de passar, de fazer o sprint, o gerir o esforço. Quando era miúdo aos 70 minutos tinha uma cãibra porque tinha andado a correr o jogo todo sem gerir bem, agora raramente isso aconteceria. Estou muito mais maduro. Mas ainda posso melhorar mais a ler o jogo dentro dele. Actualmente não há assim tanta diferença física e táctica, os jogadores que se vão destacar são os que sabem posicionar e decidir melhor.
Quem são os teus ídolos de infância? Em quem te revias na tua posição (ou revês, caso ainda esteja em actividade)?
Cristiano Ronaldo e Quaresma. Gosto muito das trivelas, das letras. Para quem gosta de técnica e espetáculo, criatividade, olhava para o Quaresma, tal como o Neymar. Cada vez há menos jogadores assim, hoje vêem-se jogos de 90 minutos sem um drible, sem um passe de calcanhar. O futebol cada vez está mais robotizado, treinadores de formação de 5, 6, 7 anos mais preocupados tacticamente do que em fazer evoluir os jogadores tecnicamente.
Que treinador (ou treinadores) mais te marcou?
Tive treinadores muito bons. O Pedro Moreira no Torreense foi importante, aprendi a voltar a ler bem o jogo, a posicionar-me. Na formação o Luís Castro, muito exigente, boa pessoa mas ao mesmo tempo quando é para trabalhar é para trabalhar. Cresci muito defensivamente com ele, porque um extremo da formação do FC Porto nunca tem de defender, é atacar, fazer golos, correr para a frente. Ao chegar à equipa B tive de aprender a defender.

O que ainda esperas atingir na carreira?
Se fosse mais novo, como estou agora fisicamente, ainda iria jogar noutro tipo de campeonatos, não tenho dúvidas. As pessoas olham para o número, 32 anos, pensam que estou velho, mas recomendo que vejam um jogo meu para ver se acham que está assim tão mau (risos)! Concretizei agora o sonho de jogar em eliminatórias de uma competição europeia, mas ainda gostaria de participar ainda numa fase de liga, ainda é um sonho possível. Agora é continuar com a minha performance, a sentir-me bem, e claro que a questão monetária também é importante.
Foste colega de grandes craques, tanto em clubes como nas selecções jovens. Quem foram os melhores, aqueles que mais te surpreenderam e os que esperavas que tivessem chegado mais longe?
O que mais surpreendeu talvez tenha sido o Bruno Fernandes, porque fez a formação no Boavista e depois foi para Itália, nunca passou por um clube com a dimensão na formação que têm FC Porto, Benfica ou Sporting, e hoje é o jogador que é. Bernardo Silva também atingiu um nível de topo. Quem esperava que tivesse chegado mais longe… Não é que tenha feito uma carreira má, fez uma carreira muito boa, mas para quem treinou diariamente com o Gonçalo Paciência… Ele tinha uma qualidade inacreditável, tecnicamente muito evoluído e depois também com um grande arcaboiço físico. Teve muito azar com as lesões, não tenho dúvidas de que teria sido um grande nome da história do futebol português se não fosse isso. A criatividade cada vez há menos e ele tinha em exagero, mesmo com o porte físico. Mas ainda vai a tempo por exemplo de poder voltar à selecção, se continuar com o nível que está a mostrar agora.
Sempre te sentiste mais português, ou poderias ter representado França se tivesse havido essa oportunidade?
Houve essa oportunidade, cheguei a receber uma sondagem por parte da Federação francesa, mas sem dúvida que sou português. Nasci lá porque os meus pais trabalhavam lá, mas nunca houve nenhum tipo de dúvida. Até chorei com a mão do Abel Xavier no Euro 2000!


















(Ricardinho cumpre a segunda época no Petrolul.)
(Antes de emigrar, o barcelense esteve 4 temporadas na equipa principal do Gil Vicente.)
(Em 6 temporadas no Voluntari, o futebolista luso marcou 12 golos, 5 deles na época de estreia – 18/19.)
(Ricardo Miranda, mais conhecido por Ricardinho, tem 3 golos e 3 assistências em 62 jogos pelo Petrolul ao longo da última época e meia.)
(Emprestado pelo Gil ao Vilaverdense em 13/14, o então médio fez 1 golo em 28 partidas.)
(Entre 2018 e 2024, o lateral fez quase 200 jogos pelo Voluntari, tendo contribuido para que o clube ficasse em 4º lugar e chegasse à final da Taça em 21/22.)
(Ricardinho em ação com Soares durante o Gil Vicente 1-3 FC Porto válido pela Taça Crédito Agricola no Verão de 2017.)
(André Teixeira tem 1 golo e duas assistências em 15 jogos na Albânia.)
(Na temporada passada, o futebolista gaiense fez 28 jogos pelos cipriotas do Anorthosis Famagusta.)
(No Verão de 2023, o central assinou pelo Hapoel Petah Tivka, mas o conflito de Israel com a Palestina precipitou a sua saída a meio da época.)
(No AEL Limassol, André Teixeira viveu a primeira experiência no estrangeiro e o balanço é inteiramente positivo: mais de 150 jogos, capitão e uma Taça ganha.)
(Emprestado pelo Belenenses ao Leixões em 13/14, o defesa regressou ao Estádio do Mar em definitivo na época 16/17.)
(Em Janeiro de 2024, o futebolista português rumou ao Kifisias da Grécia, por quem fez 11 jogos em meia temporada.)
(Ligado ao Belenenses durante 4 épocas, onde atuava como lateral direito, o gaiense fez apenas 10 jogos oficiais, o suficiente para ser Campeão da II Liga.)
(Recrutado pelo FC Porto ao Candal em 2004, André Teixeira representou os “dragões” durante 8 temporadas desde os Infantis até aos Juniores.)
(Selecionador Moçambicano desde Julho de 2021, Chiquinho Conde está a fazer um belíssimo trabalho e ontem conquistou um triunfo absolutamente histórico.)
(Foi no Vitória FC que Chiquinho Conde mais deixou a sua marca enquanto jogador: foram 3 passagens e 63 golos em 169 jogos que contribuíram para uma subida e para um apuramento europeu.)
(No Verão de 1994, o avançado rumou ao Sporting a pedido de Carlos Queiroz, mas não foi além de 3 golos em 31 jogos ao longo de época e meia.)
(Contratado pelo Belenenses em 1987, o moçambicano venceu uma Taça de Portugal na primeira passagem e voltou ao Restelo na segunda metade de 95/96.)
(Internacional A pelo seu País em 98 ocasiões – 4 golos -, Chiquinho Conde disputou 3 CAN’s: 1986, 1996 e 1998.)
(Foi, sem surpresa, ao serviço do “seu” Vitória que o moçambicano viveu, até ao momento, a sua única experiência em Portugal enquanto treinador, tendo orientado os Sub-23 dos sadinos nas épocas 18/19 e 19/20.)
(Em Março de 1997, o avançado rumou aos Estados Unidos para representar o New England Revolution, onde foi colega de Walter Zenga e Alexis Lalas.)
(Kevin e Alexis Mac Allister jogaram juntos durante 25 minutos pela Seleção Argentina, 32 anos depois do Pai, Carlos, também ter sido internacional A.)
(Bobby e Jack Charlton representaram a Inglaterra nos Mundiais de 1966 e 1970.)
(Eden e Thorgan Hazard representaram a Bélgica nos Mundiais 2018 e 2022.)
(Irmãos presentes no Campeonato do Mundo por Países diferentes: Kevin-Prince e Jérôme Boateng fizeram história em 2010 ao defrontarem-se no duelo entre Gana e Alemanha.)
(Em 2010, as Honduras levaram os irmãos Palacios ao Mundial: Johnny, Wilson e Jerry.)
(Os gémeos De Boer, Frank e Ronald, representaram os Países Baixos nos Mundiais de 1998 e 2002.)
(Perto de atingir 150 jogos na nossa I Liga, Carlos Ponck está de regresso a Portugal e à Vila das Aves.)
(O Moreirense tinha sido o último clube do cabo-verdiano em Portugal: foram 29 jogos pelos axadrezados durante época e meia.)
(Contratualmente ligado ao Basaksehir durante 4 épocas, entre 2019 e 2023, o central representou os turcos durante duas temporadas e meia e sagrou-se Campeão Nacional – 70 jogos, 1 golo e uma assistência.)
(Ponck em duelo com André durante o Chaves 2-2 Sporting válido pela 17ª Jornada da I Liga em 16/17.)
(Contratado pelo Benfica a meio de 15/16, o futebolista natural de Mindelo ficou ligado aos encarnados até ao Verão de 2018, mas o máximo que conseguiu fazer foram 4 jogos pela equipa B.)
(Ao serviço do Desportivo das Aves, o internacional cabo-verdiano fez 3 golos em 70 jogos e contribuiu de forma importante para a conquista da Taça de Portugal em 17/18.)
(Carlos Ponck reforçou o Farense no Verão de 2014 e por lá ficou até Janeiro de 2016, altura em que foi transferido para o Benfica – disputou 65 jogos pelos algarvios.)
(Miguel Cardoso cumpre a 5ª época consecutiva no Kayserispor, emblema onde tem feito boas épocas e do qual é capitão de equipa.)
(A meio de 13/14, o extremo trocou o Real SC, dos Distritais, pelo Deportivo, tendo feito época e meia de bom nível na equipa B dos galegos que lhe permitiu depois chegar à equipa principal e jogar na La Liga.)
(A meio de 15/16, o futebolista natural de Lisboa foi cedido pelo Depor ao União da Madeira, fazendo dessa forma a sua estreia na nossa I Liga.)
(Ao serviço do Tondela durante pouco mais de duas épocas, Miguel Cardoso fez 10 golos e 10 assistências pelos “beirões”.)
(Contratado pelo Dinamo de Moscovo no princípio da temporada 18/19, o avançado luso não teve uma passagem propriamente feliz pelo emblema russo.)
(Em 20/21, Miguel Cardoso esteve emprestado à B SAD pelo Dinamo de Moscovo, e fez 9 golos e 3 assistências em 34 jogos.)